sexta-feira, 18 de julho de 2014

Negócios em família: como prosperar?

Unir família e negócios, ao contrário do que muitos dizem, pode funcionar sim. 

A especialista comenta que uma das maiores preocupações é manter a família em entendimento durante todo o processo. “Quando as duas instituições se misturam, é de se esperar que, mais cedo ou mais tarde, crises ocorram. Se ambas já são complexas em si, imagine quando unidas. É preciso saber separar as crises de família com as crises de negócio, e muitas vezes é difícil lidar com isso quando elas estão tão ligadas entre si”, explica.

Dia 15 de maio comemora-se o Dia Internacional da Família e, tendo isso em mente, escolhemos um assunto polêmico que envolve os entes queridos: os negócios e a família.
No Brasil, cerca de 90% das empresas são formadas por membros da mesma família, porém, apenas 15% destas famílias conseguem passar o patrimônio para a terceira geração. “Trabalhar com pessoas com as quais existe uma ligação afetiva nem sempre é fácil. O problema acontece porque muitos acreditam que para criar uma empresa é preciso somente um contrato social, verbal e informal – e isso é um erro comum”, comenta Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers.




Para evitar conflitos e possíveis problemas que possam surgir a partir de pequenas brigas, o ideal é criar um conselho de família, para que as decisões sejam tomadas por meio de um acordo familiar. Quando essa estrutura é bem conduzida ela auxilia a minimizar os conflitos, porém, a sua ausência fará com que eles surjam com muito mais frequência e rapidez.
Outro ponto importante é escolher quem atua diretamente dentro da empresa. “É preciso que o profissional comprove sua competência na gestão, e não apenas assuma o cargo por ser da família ou um ‘velho amigo’. Se a família possui um colaborador altamente competente, ele pode ser elegível pelo conselho para ocupar o cargo, sendo ou não da família – antes de tudo é preciso que ele seja competente e confiável, para depois levar em consideração seu sobrenome”, ressalta Madalena.
Muitas vezes a competência do profissional é deixada de lado e os donos da empresa escolhem por colocar seus filhos ou familiares, ainda inexperientes e pouco motivados, em posições de destaque na empresa. “Isso pode fazer com que os funcionários com mais tempo de casa sintam-se frustrados, pois eles já trouxeram bons resultados ao negócio, e isso não é algo bom para a empresa, pois ela precisará, cedo ou tarde, de colaboradores ‘de fora’ e competentes”, exalta. 
Para que o negócio obtenha sucesso é preciso que os sócios tenham confiança entre si e tomem cuidado com a sucessão da empresa, que deve ser planejada com antecedência e cuidado. “Uma instituição não é apenas uma questão de herança, mas sim de competência: é preciso que o sucessor passe a confiança de que irá manter o negócio funcionando”, comenta.
O escritor Peter Drucker já dizia que “a empresa e a família somente sobreviverão e se sairão bem, se a família servir à empresa e não o contrário”, e isso fica ainda mais claro com o passar do tempo e as dicas propostas pela especialista: é preciso saber separar as duas instituições e definir as prioridades de cada uma delas.
Fonte:BBC NEWS

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coaching auxilia profissionais perto da aposentadoria

O mundo de hoje oferece muitas oportunidades boas para quem passa dos 60 anos, basta saber usá-las. 

Muitos dizem que a vida começa aos 40 – prova disso é o aumento na expectativa de vida do brasileiro, que para os homens é de 81,9 anos e para as mulheres é de 87,2 anos. Muitos se aposentam assim que têm a oportunidade, aos 55, 60 anos, porém, a vida continua após a aposentadoria, e, para aproveitar a longevidade, especialistas falam em uma “pós carreira”.

Madalena Feliciano, diretora do Instituto Profissional de Coaching, comenta que para isso é preciso planejar essa nova etapa da vida. “É preciso evitar o tempo ocioso demais e ocupá-lo de forma prazerosa, dando atenção a novos interesses – como hobbies os quais a pessoa sempre teve vontade de fazer, ou trabalho voluntário – e mantendo-se intelectualmente, fisicamente e socialmente ativa”, comenta.


























O recém aposentado deve ter em mente que o fim da carreira profissional lhe oferece tempo, experiências e segurança financeira para reinventar a vida. “E o coaching para aposentado ajuda a pessoa a enxergar esse novo caminho. O objetivo é fazer um bom planejamento financeiro - devido a possível redução de salário, - e a contratação de um bom plano de saúde para que o aposentado tenha um vida com qualidade e sem atropelo financeiro” exalta Madalena.
Resumidamente, o coaching nessa área visa dar suporte ao profissional que encontra-se em fase de preparação para a aposentadoria – ou para aqueles que já estão aposentados mas encontram dificuldades em seguir em frente. “Na aposentadoria o idoso deve aproveitar tudo o que tem ao seu alcance. Para isso, o coaching auxilia a pessoa a elaborar um projeto que sirva como um caminho para descobrir novos horizontes alinhados com suas preferências, valores e missão de vida. 
Madalena ressalta que o planejamento é extremamente importante para o recém aposentado. “Digo isso porque é normal que os recém aposentados desfrutem dessa nova fase como se estivessem de férias do trabalho – passando os primeiros meses aproveitando e em repouso. Porém, passada essa euforia, o ócio demasiado revela-se bem diferente do intervalo anual de descanso – e é este o sentido das férias: descansar após os vários meses de trabalho”, diz a especialista.
O ser humano nasce com a vontade de sentir-se ativo e produtivo, e, caso a pessoa passe muito tempo apenas em “descanso”, é normal que com o passar dos dias, ela deixe de lado o estado de disposição ao de ansiedade – e esse faz com que a pessoa tenha uma sensação de vazio, já que sente não estar fazendo nada produtivo.
Sabendo que muitos aposentados sofrem com a ociosidade, o coaching nessa área ajuda no ingresso de uma nova fase de atividade produtiva. “Não é uma transição simples, mas a área de gestão de pessoas conta com estratégias eficazes para respaldar a volta ao mercado, ou a planejar o tempo livre – e o aposentado tem o lado positivo de trazer consigo a maturidade e as experiências pessoais”, comenta.
A pessoa, ao aposentar-se deixa um pouco de si nas empresas as quais trabalhou, porém, sempre é tempo de recomeçar e assumir novos papeis, sejam eles profissionais, voluntários, ou apenas consigo mesmo. “Para isso, pode ser preciso um auxílio de fora, que ajude nessa reciclagem, desenvolvimento e confiança no futuro”, conclui Madalena.
Fonte:BBC NEWS

terça-feira, 1 de julho de 2014

Matéria com Madalena Feliciano na BBC News

Aprenda a lidar com os problemas de trabalho




Quem nunca enfrentou problemas no trabalho que atire a primeira pedra. Fofocas de colegas, desmotivação, falta de estrutura, crises, etc., podem ser questões comuns no cotidiano dos trabalhadores – e, para lidar com esses probleminhas e não deixar que eles o abalem, o ideal é identificá-los e saber lidar com cada um deles com paciência.
Acontecimento comum na vida dos trabalhadores é sentir o cansaço e estresse devido a quantidade de atividades que devem ser feitas – e o pequeno espaço de tempo. “É muito comum encontrar profissionais que acumulam cada vez mais funções e, quando percebem, não conseguem realizar o trabalho no tempo do expediente. Porém, apesar de estarem cansados, são poucos aqueles que deixam clara a sua situação para os supervisores – e isso pode acarretar em ainda mais problemas, afinal, as atividades que deviam ser feitas estão sendo deixadas de lado e o profissional torna-se cada vez mais sobrecarregado e estressado. Ou seja: os dois lados perdem”, exalta Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers.
Para evitar esse problema, o ideal é conversar com o seu chefe – de forma sutil, é claro. “Saiba expor a sua situação, pois caso você não explique bem, pode soar como preguiça – e ninguém quer um funcionário preguiçoso”, comenta a especialista. Para afirmar seus argumentos, faça uma lista com as suas tarefas nos períodos antes e depois desse acúmulo, mostrando o quanto a mais está trabalhando agora. A intenção é manter a qualidade das suas funções. “Sugiro que o profissional faça uma autoanálise: você está trabalhando demais ou está apenas desmotivado?”, diz.
Outra questão que a afeta muitos profissionais é a fofoca. Sem saber o motivo, a pessoa se torna o assunto do corredor – e, com o passar dos dias, os boatos começam a incomodar e até atrapalhar o desempenho profissional. “Nesse caso, identifique quem está espalhando as fofocas. Chame a pessoa para uma conversa e deixe claro para ela que você está se sentindo incomodado com a situação. No caso de a fofoca ser mentirosa, converse com os outros colegas e esclareça os fatos”, opina Madalena, que diz que, em último caso, é possível falar para o seu chefe sobre a situação. “Essa não é a atitude ideal, mas se o seu aproveitamento diminuir, o resultado pode ser ainda pior caso ele não esteja ciente do que está acontecendo”, ressalta.
Também acontece de muitas vezes a empresa contratar você para realizar determinada tarefa – sem dispor dos materiais necessários para a realização desta. “Um exemplo comum é a companhia pedir para você fotografar um evento, mas não oferecer a máquina fotográfica. Você pode até levar a sua – se tiver – porém, deixar em suas mãos a resolução de problemas desse tipo deve ter limite”, explica Madalena. Se a firma não oferece estrutura porque não tem condições, use sua criatividade e pró atividade para tentar lidar com a crise, - mas se o problema é diminuir gastos apenas por ganância, negocie suas condições mínimas de trabalho com o gestor, “sempre lembrando que a empresa deve ser a maior beneficiada", exalta.
Outra questão comum é quando a empresa deseja demitir o profissional, mas, ao invés de ser claro com ele, apenas o pressiona afim de que ele ‘peça as contas’. “Tenha claro para você mesmo de que você não é obrigado a tomar essa decisão. Peça demissão apenas se essa for a sua vontade e mostre que conhece bem seus direitos. Porém, se a companhia quer demiti-lo, ela que faça isso da forma que achar melhor – sem infringir as leis e direitos do trabalhador", conclui Madalena.