sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

3 segredos que ajudaram bilionários como Buffett e Zuckerberg construirem suas fortunas

Os segredos dos bilionários são curiosidade de muitas pessoas. Infelizmente não há nenhuma mágica que te faça ser o próximo Warren Buffett, Mark Zuckerberg ou Jeff Bezos, mas existem algumas dicas usadas pelos bilionários para chegar onde estão hoje.

O site Business Insider elencou 4 segredos dos empresários para você manter em mente e construir a sua fortuna.

1- Valorize a simplicidade

Warren Buffett tem 85 anos e é CEO da Berkshire Hathaway. Tem um patrimônio de US$ 65 bilhões e é chamado por muitos como o maior investidor do mundo. No entanto, ele nunca deixou de ser simples.

Hoje ele vive na mesma casa que ele comprou em 1958 por US$ 31.500. É conhecido por apreciar as coisas simples da vida como tomar sorvete e beber uma Coca-Cola em seu tempo livre e não tem várias casas e carros sem necessidade.

Mantendo a simplicidade na forma como administra sua vida, Buffett é capaz de guardar continuamente dinheiro para investir. Para seguir os passos do bilionário resista à tentação de gastar, e consumir sem necessidade para começar a montar sua riqueza.

2- Aprenda com seus erros

Todo mundo erra, inclusive os bilionários como Zuckerberg, que tem um patrimônio líquido de US$ 54 bilhões. O CEO do Facebook contou em uma entrevista que cometeu muitos erros quando começou o projeto porque não sabia nada sobre como administrar uma empresa.

Durante a entrevista ele lembrou de um erro que lhe custou bilhões. Ele dividiu as ações da companhia entre os fundadores sem estabelecer um contrato de vesting (acordo jurídico no qual um investidor ganha progressivamente direitos de participação sobre uma determinada empresa) - porque ele não sabia fazer isso.

"Esse erro provavelmente me custou bilhões de dólares, mas já aconteceu", disse CEO. Em vez de lamentar o erro, Zuckerberg disse: "A coisa mais importante é aprender rapidamente com os seus erros e não desistir", afirmou.

3- Invista em algo que você acredite

Jeff Bezos, CEO da Amazon.com, tem um patrimônio líquido de cerca de US$ 66 bilhões. Em 2013, ele comprou o jornal The Washington Post por US$ 250 milhões. Na época, as pessoas estavam céticas em relação à compra já que Bezos não tinha nenhuma relação na carreira com o jornalismo impresso.

No entanto, tempos depois, Bezos declarou que fez a compra porque acha que o jornal é uma “instituição importante”, e estava confiante de que poderia fazê-lo crescer e torna-lo mais influente. Hoje, de fato, o jornal está crescendo, as assinaturas digitais aumentaram 145%.

O que isto significa para as pessoas que tentam construir ou manter a sua riqueza: invista no que você acredita, encontrar uma empresa que tem valores semelhantes aos seus. Não só você vai ser recompensado financeiramente, mas será recompensado, pessoalmente, sabendo que seu dinheiro está indo em direção a algo que você deseja oferecer um suporte.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Será que trabalhar sem chefe é (mesmo) para você?

Empresas sem hierarquia já são uma realidade. A questão é: você tem perfil para não ter um líder?

Algum dia, em determinado momento profissional da sua vida, você sonhou trabalhar em uma empresa em que não existissem chefes?  Se sim, saiba que essa já é uma realidade em várias organizações. Hoje, algumas empresas trabalham no chamado modelo de gestão horizontal, que é caracterizado, justamente, por não possuir hierarquia.
Na gestão horizontal, não há relação de poder, chefes ou pessoas com ascensão sobre outras. Para que o trabalho seja desenvolvido, as decisões são tomadas coletivamente.
A tendência é que esse estilo de gestão seja implementado cada vez mais, já que há um encontro entre esse modelo e as características valorizadas pela geração que está ingressando no mercado de trabalho: inovação, desenvolvimento a partir da troca e de equipes colaborativas, autonomia, meritocracia, flexibilidade de horários etc. Esse encontro facilita na atração e retenção de talentos, um dos grandes desafios das organizações hoje (e no futuro).
O dia a dia dessas empresas funciona por meio de grupos de trabalho, projetos e desafios. Isso significa que, por muitas vezes, o colaborador pode tocar projetos como se fosse, de fato, dono do seu próprio negócio.
Embora em um primeiro momento possa parecer um sonho trabalhar em um lugar assim, será que o seu perfil profissional se adequa a esse modelo de gestão?
A primeira pergunta que você deve se fazer é: eu desejo me destacar dos demais e gostaria de conquistar posições de liderança? Se a sua resposta foi sim, então, saiba que trabalhar em uma empresa com gestão horizontal poderia deixá-lo, no médio prazo, desmotivado.
Além de não almejar cargos e promoções, trabalhar em uma empresa de gestão horizontal exige do profissional a absoluta administração de seu tempo, afinal, não haverá um gestor cobrando “tarefas”. Mas, em algum momento, você poderá ser solicitado a entregar atividades e resultados por diversos times, ao mesmo tempo. E essa característica já demanda mais uma habilidade: saber trabalhar em equipe. Nesse modelo de gestão ser colaborativo é imprescindível.
Trabalhar em uma empresa que não possui um chefe também vai exigir de você proatividade, criatividade – para transformar um problema em oportunidade – e pensamento estratégico, afinal, são as suas ações e a dos demais que irão impactar no futuro da empresa.
Avaliar todas essas características e conhecer muito bem a si mesmo (quem você é, o que te mobiliza e o que te desmotiva) é muito importante para decidir se uma oportunidade em uma organização como essa é para você. Essa análise fará toda a diferença em seu caminho profissional. Pense nisso!
Sofia Esteves é fundadora e presidente do conselho do Grupo DMRH

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O que La La Land nos ensina sobre escolhas profissionais

Filme com 14 indicações ao Oscar vai muito além das músicas e faz pensar em como fazer escolhas da melhor maneira realizando os sonhos

Por Gislene Isquierdo*
Os personagens Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) no filme La la land | <i>Crédito: Flickr/BagoGames
Os personagens Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) no filme La la land | Crédito: Flickr/BagoGames
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O filme “La La Land – Cantando Estações”, que já é considerado um dos favoritos para ganhar o Oscar desse ano, fez muitas pessoas saírem do cinema com vontade de cantar e dançar. O que poucos perceberam é que o filme é um ponto de partida para aprender importantes lições sobre como conduzir a carreira e realizar os sonhos profissionais. Para pensar nisso, precisamos refletir sobre 5 elementos da história do filme e por isso, este texto precisa revelar detalhes da trama.
 
Logo no início da história, Sebastian é despedido de um trabalho no qual ele tem que tocar músicas que não gosta.
Lição número 1 – Área similar:
Muitas vezes, você terá que realizar atividades que não são tão prazerosas quanto gostaria, mas se de alguma forma o seu trabalho atual estiver ligado à área de atuação dos seus sonhos, continue. Isso pode ser um degrau a mais na escada da sua realização profissional.
 
Mia, que trabalha de atendente em uma cafeteria, leva um não atrás do outro ao realizar testes para ser atriz.
Lição número 2 – Persistência.
Enquanto você está buscando a carreira dos seus sonhos, tenha um trabalho que te dê condições financeiras e não fique em casa esperando acontecer. E saiba receber com o ‘não’, isso te deixará mais forte e maduro para lidar com o ‘sim’.
 
Mia vê Sebastian ser despedido e vai falar com ele, porém ele a destrata.
Lição número 3 – Relacionamentos
Esteja aberto a conhecer novas pessoas e trate-as bem. Você nunca terá certeza de quem serão as pessoas que irão te apoiar a realizar o seu sonho profissional. Inclusive, esse é um ponto importante. Você realizará seus sonhos de forma mais rápida se tiver o apoio de pessoas. Então quero aproveitar e te fazer uma pergunta: Você é mestre ou desastre nos seus relacionamentos? De 0 a 10, quão bom você é na arte de se relacionar? 
 
Sebastian e Mia começam a namorar e ele não consegue ir a um evento muito importante para ela, pois ele esqueceu as datas e já tinha marcado um compromisso com a banda na qual estava tocando.
Lição número 4 – Organize sua agenda: 
Uma boa organização da agenda permite que todos os compromissos sejam feitos. Uma agenda organizada permite que até mesmo a rotina mais atribulada contemple todos os compromissos. E quando o compromisso for muito importante, coloque um lembrete no seu celular.
 
Mia passa em um teste e consegue realizar seu sonho de ser atriz, enquanto Sebastian está tocando em uma banda, realizando muitas turnês, o que permite que ele ganhe muito bem e junte dinheiro para montar a sua própria casa de jazz. No entanto, em meio a toda a trama os dois se separam e vão viver seus sonhos profissionais.
Lição número 5 – Encontre saídas: 
Muitas vezes, uma oportunidade profissional parece afetar algo pessoal. Um trabalho em outra cidade ou país parece atrapalhar alguns projetos pessoais, e uma promoção pode exigir mudanças não planejadas. Mas as opções nem sempre são óbvias e divididas entre o sim e o não. O segredo é encontrar formas de realizar os sonhos de uma área sem atrapalhar as outras.

*Este artigo é de autoria de Gislene Isquierdo, psicóloga, master coach e especialista em desenvolvimento humano.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Os hábitos de trabalho que brasileiros “estranham” em 4 países

Dos EUA a África do Sul, CEOs, trainees, gerentes compartilham experiências de adaptação em países pelo mundo

Por mais que a cultura de trabalho seja algo específico de cada empresa – e que algumas têm mais forte e outras não –, também é fato que o contexto mais amplo, do país em que se vive, influencia na maneira como as pessoas trabalham.
Da carga horária à formalidade das relações, passando pela maneira como são marcadas reuniões ou como os funcionários são promovidos, cada país possui alguns traços culturais específicos que juntos formam uma cultura de trabalho própria.
 A seguir, bolsistas da Fundação Estudar (que está com seu processo seletivo de bolsas aberto até 24/3) que vivem e trabalham no exterior compartilham suas experiências com a cultura de trabalho de onde vivem, dando conselhos para quem pretende ganhar experiência profissional fora e mostrando o que nós, brasileiros, poderíamos aprender com os hábitos de outros países.  

Estados Unidos

Pela terceira vez nos EUA, após um período na Argentina e outro na Espanha, Rodolfo Coelho se mudou pela primeira vez para fazer seu MBA na Tuck School of Business, da Dartmouth College, em 1995. “Sempre me planejei para estudar fora e aprendi inglês desde cedo – e mesmo assim ainda me lembro do primeiro de de aula, quando vi quão distante minha fluência estava da linguagem cotidiana”, lembra.
Hoje Chief People Officer da AbleTo, uma empresa de saúde comportamental com sede em Darien, no estado de Connecticut, ele também passou por Miami e pelo Burger King, onde foi chefe de construção e desenvolvimento da América do Norte.
“Os americanos são mais pragmáticos e focados, o que resulta em maior produtividade, e mais formais”, resume. “No início, parecem um povo frio e distante, mas na verdade tem apenas uma maneira diferente de encarar o mundo e que traz grandes benefícios.”
“O americano é realmente menos sentimental, tem pouco bate papo numa reunião, se afastam do abraço”, concorda Adriana Lynch, que saiu do Brasil para fazer seu MBA na Universidade Harvard nos anos 1990 e hoje é dona da própria empresa de marketing na Califórnia. “No começo eu me ofendia, mas o brasileiro que vem trabalhar aqui precisa entender esse traço.”
“E isso não requer renunciar a sua cultura”, continua Rodolfo. “É apenas acrescentar os valores do novo país ao seu.”

Suíça

O caminho de Alessandra Porto na Suíça foi mais impetuoso. Quando estava no último ano de graduação em Engenharia de Produção no ITA, aceitou uma proposta para fazer seu trabalho de conclusão de curso em Salzburgo, na Áustria, em 2012.
Encantada com a Europa, decidiu ficar por mais um ano e começou a buscar um emprego, mesmo sem falar alemão. (Hoje ela é fluente no idioma.)
“Usei minhas redes de contato do ITA e da Fundação Estudar loucamente”, ri. “Perguntava se sabiam de alguma empresa que precisava de estagiário, trainee, qualquer coisa.” Conseguiu uma vaga de trainee em Baden, cidade em que ficava a filial suíça da Alstom, eventualmente comprada pela GE Power, e manteve-se no posto por três anos.
Alessandra Porto esquiando na Suíça
[Alessandra na Suíça / Acervo pessoal]
Engenheira de campo na ABB há dois meses – ela conseguiu o emprego após reconhecer e abordar seu atual chefe na rua e fazer um pitch espontâneo –, ela consegue ver diferenças culturais mesmo em comparação com seu trabalho majoritariamente universitário no Brasil, como na empresa júnior do ITA.
“No Brasil, as pessoas não têm vergonha de trabalhar e ficam até às 20h. Aqui, deu 17h e o pessoal vai embora. A questão do equilíbrio entre vida profissional e pessoal é muito grande.”
Acostumada com o ritmo frenético do ITA, ela levou um tempo para se acostumar. Outros aspectos, fala ela, o brasileiro faria bem em adotar.
“Se vejo que estou na metade do prazo de um projeto e vejo que não estou conseguindo avançar, vou ao meu supervisou e falo que preciso de ajuda. É uma comunicação muito mais aberta do que no Brasil, em que a competição e a cobrança são muito grandes.”
A questão da adaptação, para Alessandra, exige uma motivação interna. “Vejo muitos brasileiros que se prendem a sua cultura e ficam isolados quando a cultura europeia tem muita coisa boa para dar”, fala. “Observe, escute e veja quem são as pessoas mais abertas e amigáveis e faça perguntas. Não existem perguntas idiotas!”

Alemanha

A rigidez da jornada de trabalho foi uma coisa que Ricardo Barreto aprendeu na prática no mercado alemão, uma experiência de altos e baixos.
Aos interessados, ele avisa: “Ajuste suas expectativas porque o ambiente de trabalho é menos dinâmico, a progressão de carreira é extremamente lenta e privilegia os alemães”.
Contratado em 2011, mudou-se para Kassel para ser gerente sênior de business development de uma firma alemã do setor de óleo e gás. A proposta era para montar de lá uma subsidiária brasileira, que ele assumiria quando estivesse pronta.
Após dois anos, com o lugar pronto, a empresa decidiu enviar um alemão no lugar de Ricardo. “Fiquei sabendo às duras penas que meu papel era de coadjuvante”, lembra.
Ricardo Barreto
[Ricardo Barreto na Alemanha / acervo pessoal]
Logo no início, Ricardo foi advertido a não se estender além do horário – o departamento de recursos humanos fez um pedido formal, dizendo que aquilo poderia resultar em problemas com a comissão de empregados.
Ao mesmo tempo, ele destaca que há benefícios, como ganhos previsíveis, estabilidade de emprego e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
“O lado bom foi aprender a conviver com esse timing de decisão mais lento”, explica. “Eu vinha de uma realidade muito agressiva e acho que, no Brasil, acabamos ficando muito workaholics. Na Alemanha, a cultura é a de fazer o que der para fazer no tempo alocado de trabalho. Se não der, paciência.”
Hoje, ele se prepara para assumir o cargo de CEO da Elia Grid International na Bélgica, empresa de consultoria do setor elétrico que pertence ao grupo dono da malha de transmissão de energia elétrica belga e de parte da malha alemã.
E leva na mala os aprendizados recentes. “A experiência alemã me deu outra perspectiva. Passei a usar mais tempo comigo, na minha vida pessoal, sem prejudicar o trabalho”, conclui.

África do Sul

Ao desembarcar em Joanesburgo, na África do Sul, em 2015, Olavo Cunha já tinha cerca de 20 anos de experiência como executivo – e um MBA da Wharton School, da Universidade Pennsylvania – quando assumiu o cargo da CEO da BRF para o continente africano.
“Profissionalmente, o desafio de desenvolver marcas, produtos, supply-chain e GTM localizados era excepcionalmente atraente”, explica. “Pessoalmente, aprimorar a qualidade e segurança alimentar para mais de um bilhão de consumidores e criar oportunidades e empregos é profundamente inspirador.”
Foi bom também para a família, que tem com duas filhas pequenas que se beneficiam da exposição internacional no país, com mais de dez tribos nativas e descendentes de ex-colonos europeus, entre outras nacionalidades.
Uma das primeiras reuniões que Olavo teve marcou sua memória. “Do lado do cliente, havia um afrikaner [um descendente de holandês], um descendente de inglês, um negro de origem sul africana e um descendente de indiano”, lembra. “Cada um deles falava inglês com um sotaque diferente, o que indicava que provavelmente não estudaram nas mesmas escolas e não tiveram uma infância em comum. Foi um choque.”
Olavo Cunha e sua família na África do Sul
[Olavo Cunha com as filhas na África do Sul / Acervo pessoal]
Hoje acostumado com tamanha diversidade, ele considera o ambiente de trabalho respeitoso e excepcional.
“Toda esta diversidade se manifesta no ambiente de trabalho, o que coloca um belo desafio de flexibilidade e navegação”, diz. “Generalizando bastante, eu diria que o sul africano tendem a ser estruturado e respeitar muito os processos e horário de trabalho – e isso ajuda a trazer um pouco de disciplina aos brasileiros, que têm muita energia e entusiasmo mas bastante dispersão.”
Para entender melhor o país, ele investiu em livros de história nacional e mergulhou nas comunidades locais, uma recomendação feita também pelos outros entrevistados.
“Vale muito deixar as pré-concepções de lado e experimentar as idiossincrasias”, resume Olavo. “Ao entender o ‘outro’, acabamos aprendendo muito sobre nós mesmos. E este, no final, é o grande amadurecimento que vem com uma experiência internacional imersiva.”
  • este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Infoprodutores: o que são e como suas estratégias podem ajudar qualquer empresa

Qualquer profissional especialista em alguma área pode se tornar um infoprodutor, lançando cursos ou treinamentos que ensinem as pessoas a realizarem algo novo

Os infoprodutos funcionam como cursos livres acessíveis às pessoas | <i>Crédito: Pexels
Os infoprodutos funcionam como cursos livres acessíveis às pessoas | Crédito: Pexels
Mesmo no mercado digital, poucos sabem e entendem realmente quem são os infoprodutores. É fácil de compreender: são profissionais das mais diversas áreas e segmentos que utilizam plataformas na internet para ensinar aquilo que sabem ao público. Geralmente, os infoprodutos são cursos online em formato de vídeo, mas podem ser apresentados em forma de textos e e-books, portais com conteúdo variado, formato de podcast, e o que for possível.

Sabendo disso, podemos estabelecer algumas verdades interessantes sobre os infoprodutores. Primeiro, são oportunidades de carreira para muitos profissionais especialistas em alguma área que podem se lançar como empreendedores digitais. 
Depois, é importante citar que, diante da necessidade de atualização constante no mercado de trabalho, os infoprodutos funcionam como cursos livres acessíveis às pessoas, formando assim um mercado ainda mais promissor. 

E não podemos deixar de citar a importância do ambiente online para ampliar o público potencial de um infoprodutor, garantindo assim um crescimento sustentável. Por exemplo: um especialista em escrita criativa que vive em uma cidade de 500 mil habitantes talvez não consiga muitos alunos em uma escola física, mas a plataforma online não terá limites geográficos.

O que podemos aprender com os infoprodutores

Para entender um pouco mais sobre os infoprodutores e aprender com eles, analise algumas práticas muito comuns entre os principais nomes do mercado, e que podem ser aplicadas por qualquer empresário ou empreendedor.

Ensinar antes de vender: os infoprodutores investem pesadamente em marketing de conteúdo. Antes de oferecer um curso ou treinamento pago, eles entregam informações de qualidade e conquistam o público com mensagens que agregam valor. Isso também constrói autoridade, o que é necessário para fazer boas vendas. E essa prática funciona para qualquer empresa.

Gerenciamento de leads: outra prática que funciona para muitas empresas mas ainda parece ter atenção somente no marketing digital é o gerenciamento de leads – o e-mail dos contatos de clientes ou pessoas interessadas. Cada interessado no produto pode oferecer seu e-mail ao baixar um material, por exemplo, e a partir disso é possível interagir com ele por meio de conteúdos entregues via e-mail. Esse tipo de estratégia pode ser realizado por qualquer tipo de empresa.

Funil de relacionamento: a partir do momento em que se coleta e-mails, é necessário criar um funil de relacionamento que automatiza o envio de e-mails aos potenciais clientes conforme o momento em que eles estão. Isso significa que haverá uma sequência de e-mails totalmente programada com disparos progressivos para que o lead possa receber novidades sobre o seu produto e se sentir mais seguro naquilo que ele possa estar adquirindo.

Afiliados: no mercado dos infoprodutores, os afiliados são muito comuns. Eles são outros empreendedores digitais que possuem um público-alvo em comum e que podem efetuar a venda de um produto, recebendo uma comissão por isso. Existem ferramentas simples que permitem rastrear a origem da compra e calcular quanto o afiliado deve receber. Com criatividade, qualquer empresa pode se utilizar destas estratégias.

Escalabilidade: após gravar um curso ou produzir o conteúdo necessário de um infoproduto, o empreendedor pode escalar o produto. Ou seja, a lucratividade será ainda maior, já que esse trabalho poderá ser poupado nas próximas vendas: o trabalho ficará apenas na divulgação e no atendimento. Se for acrescentado algum tipo de bônus ao produto, ele poderá ser vendido por valores mais altos. Qualquer empresa pode escalar seus produtos agregando valor a ele, o que aumenta sua lucratividade.

Sabendo disso, é interessante notar como qualquer profissional, especialista em alguma área ou segmento, pode se tornar um infoprodutor, lançando cursos ou treinamentos que ensinem as pessoas a realizarem algo novo. Com as ferramentas certas e estratégias bem realizadas, é possível conquistar uma carreira de sucesso. Alerta de spoiler: ela não será fácil, mas será muito gratificante.

* Este artigo é de autoria de Diego Carmona, CVO do leadlovers.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quer alavancar seu desempenho? Escolha bem quem senta ao seu lado

Novo estudo indica que os seus companheiros de baia têm impacto significativo sobre a produtividade, eficácia e qualidade das suas entregas

São Paulo — Para trabalhar mais e melhor, muita gente aposta em recursos tão diversos quanto técnicas de meditação e apps que impulsionam a produtividade. Mas existe uma solução muito mais simples e barata pra alavancar o seu rendimento: sentar-se perto de alguém mais eficiente do que você.
Essa é a conclusão de um estudo de Jason Corsello, diretor da empresa de tecnologia Cornerstone OnDemand, e Dylan Minor, professor da Kellogg School of Management, divulgado recentemente pelo site da Harvard Business Review.
 Os pesquisadores analisaram o desempenho de 2 mil profissionais de uma mesma empresa ao longo de dois anos. Sua descoberta foi a de que os companheiros de baia têm impacto significativo sobre a produtividade e a qualidade das entregas de um funcionário.
Substituir um profissional mediano por outro duas vezes mais produtivo aumenta em cerca de 10% a eficiência dos colegas que sentam perto dele.
Opostos que se completamPara aferir melhor o poder dessa variável, os pesquisadores dividiram os trabalhadores em três categorias: produtivos (completam as tarefas rapidamente, mas com baixa qualidade), qualitativos (têm entregas de alto nível, mas trabalham devagar) e generalistas (apresentam velocidade e qualidade em grau mediano).
O experimento demonstrou que a configuração ideal do escritório deixa trabalhadores produtivos e qualitativos lado a lado.
Um ajuda o outro a contornar sua fraqueza: o qualitativo tenta trabalhar tão rápido quanto o produtivo, e o produtivo se esforça para entregar resultados tão bons quanto os do qualitativo.
A aproximação desses dois perfis complementares trouxe para a equipe um aumento de 13% em produtividade e um crescimento de 17% em eficácia na resolução de tarefas.
Um detalhe interessante é que, do ponto de vista de um produtivo, de nada adianta se sentar ao lado de outro produtivo para alavancar ainda mais a sua rapidez para entregar resultados.
“Trabalhadores que já eram fortes em algum aspecto (qualidade ou velocidade) não se mostraram sensíveis à influência de um companheiro nesse mesmo aspecto”, escrevem os pesquisadores na HBR.
Em outras palavras, você só será sensível à “contaminação” de um colega se ele tiver uma força que você ainda não tem. Usar o truque dos lugares não vai incrementar ainda mais a produtividade de alguém que já é produtivo.
Causas e consequênciasDe acordo com os pesquisadores, é impossível determinar com precisão o motivo desse fenômeno. Porém, eles descartam hipótese de que um profissional “aprende” com o outro — esse processo demandaria muito tempo, e o efeito observado no experimento foi imediato.
O mais provável, dizem eles, é que sentar-se ao lado de um profissional de alto desempenho provoca uma combinação de inspiração e/ou pressão social para imitá-lo.
Quaisquer que sejam as razões, as consequências valem a pena. Segundo Corsello e Minor, a estratégia pode render cerca de 1 milhão de dólares em lucros anuais para uma empresa de 2 mil funcionários. Tudo isso sem investir nenhum centavo a mais — basta contar com um bom mapa de assentos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A criação de um hábito é a chave para a realização de um sonho

Nos primeiros 21 dias do processo de criação de um hábito, todo o seu sistema nervoso, sua memória e seu senso de identidade irão tentar te impedir

É preciso entender que o hábito é um comportamento que a gente faz sem pensar | <i>Crédito: Pexels
É preciso entender que o hábito é um comportamento que a gente faz sem pensar | Crédito: Pexels
Provavelmente você já deve ter escutado alguém falar que é possível criar um hábito dentro de um período de 21 dias. Mas não é tão simples assim. A partir do momento que você inicia uma nova prática, seja tentar emagrecer ou começar a estudar, todo o seu organismo e sistema nervoso caminham na direção contrária para te tirar do caminho.

Quando você toma uma decisão de mudança e começa uma ação para que isso aconteça, é necessário prestar atenção em alguns pontos. O primeiro deles é considerado um dos mais importantes: começar com cuidado. Se você decide tomar a iniciativa de sair da arquibancada e entrar em campo para jogo, é necessária muita energia para ganhar a partida, mas lembre-se de não se desgastar logo no primeiro lance.

É importante que nesse primeiro dia você escolha uma ação que possa ser sustentável, pois assim como num jogo, se você colocar toda a sua energia logo no primeiro lance, não conseguirá sustentar a partida até o final. A dica é ir aos poucos. Lembre-se: devagar e sempre. Mas não tão devagar, ok? 

Assim como iniciar um treino, começar a estudar não é diferente. Por exemplo: quem for à academia e logo no primeiro dia de treino já começar no nível hard, fazendo 2 horas de esteira e levantando mais peso do que deveria, no dia posterior vai acordar com dores e não conseguirá dar continuidade aos exercícios. Consequentemente, irá se desmotivar e entrar em um ciclo de desistência. 

Com os estudos não é diferente, pois se você está na inércia e nunca se dedicou totalmente aos estudos e logo no primeiro dia já separar 13 horas para estudar, isso se tornará desgastante e você não vai dar continuidade. Portanto, assim como as marchas de um carro, comece engatando a primeira, depois a segunda e assim por diante. Dessa forma, quando chegar na quinta marcha, o carro ficará leve e fácil de conduzir.

É preciso entender que o hábito é um comportamento que a gente faz sem pensar, como, por exemplo, escovar os dentes. É algo que faz parte da nossa rotina e não é uma obrigação. 

Dessa forma, nos primeiros 21 dias do processo de criação de um hábito e mudança de comportamento, todo o seu sistema nervoso, sua memória e seu senso de identidade irão tentar te impedir. Mas é preciso focar no resultado final e manter a força de vontade, já que todos os seus pensamentos irão tentar te tirar do caminho, dizendo: “larga isso e volta para o Netflix que é mais gostoso”, “vai ficar com seu namorado ou jogar vídeo game que é mais divertido”. Ou seja, todo o seu corpo irá tentar impedir a mudança, pois naturalmente ele acredita que é arriscado, e, por medo, prefere continuar fazendo aquilo que tem domínio.

Esse primeiro período para focar nos estudos realmente será desafiador. Mas depois esse processo começará a se tornar simples e natural, te tornando uma pessoa mais concentrada, com hábito de estudo, disciplina e planejamento. 

Durante os primeiros 21 dias de estudo, sua força de vontade deverá puxar seus sonhos, enquanto seu corpo e pensamento serão como uma correnteza tentando impedir que você nade. Após esse período essa correnteza começará a diminuir e só então começará o processo de criação de hábito, até que você se torne mais forte que a maré. 

Se você sobreviver a esses 21 dias, dando seu melhor e com força de vontade, o caminho se tornará mais fácil. É como se você saísse de um labirinto, onde é difícil de andar e encontrar a saída, e entrasse em uma pista de alta velocidade onde logo irá criar asas para voar ainda mais rápido e alcançar o seu sonho.

*Este artigo é de autoria de Victor Ribeiro, criador do treinamento online “Estratégia da Aprovação”.