sexta-feira, 31 de março de 2017

4 hábitos que atrapalham sua vida na hora de construir riqueza

Forma como você administra seu dinheiro é crucial para você chegar onde deseja



Seus hábitos financeiros podem tornar você rico, portanto, a forma como você administra seu dinheiro é crucial para chegar onde deseja.
Alguns hábitos que você tem diariamente podem estar impedindo que alcance a riqueza - sem você perceber. Pensando nisso, o planejador financeiro Tom Corley elencou 4 tipos de hábitos que são destrutivos para sua vida financeira e que você pode eliminar. Confira, de acordo com o site Business Insider:

1.    Tentar ganhar dinheiro por meio de jogos
Jogos não podem ser um plano de enriquecimento. Tudo depende da sorte, e você não pode apostar sua vida financeira na sorte. Se você organizar suas finanças, montar um orçamento, um planejamento para segui-lo e ter paciência é bem possível que você acumule dinheiro e alcance a riqueza, sem precisar apostar seu dinheiro.

2.    Despedício de tempo
Por mais que soe como clichê, ainda assim é verdade: tempo é dinheiro. Os ricos compreendem isso. Todo tempo que você gasta à toa poderia estar sendo usado a fim de agregar conhecimento e buscar formas de enriquecer.

Passar horas na internet navegando nas redes sociais, gastar muito tempo assistindo programas na televisão que não contribuem em nada, ou fazer leituras apenas sobre entretenimento são formas de despediçar seu tempo. As pessoas ricas fazem o tempo valer a pena.

Horas na internet olhando redes sociais se transformam em leituras de biografias de pessoas bem-sucedidas e livros de educação financeira, por exemplo. Claro que você pode acompanhar suas redes sociais, mas de forma moderada dando a devida importância para cada coisa em sua vida.

3. Não controlar suas finanças
É muito importante monitorar seus gastos. Os ricos sabem exatamente o destino de sua riqueza. O dinheiro vai embora muito fácil se você não souber direcioná-lo. Se você não tem dinheiro sobrando deve ter ainda mais controle sobre ele, para usá-lo da melhor forma possível. Um orçamento é essencial para organizar seu consumo, para não comprar nada por impulso, nem gastar demais com coisas que não são necessárias no momento. E é claro para não se afundar em dívidas.

4.    Não economizar seu dinheiro
Poupar seu dinheiro é crucial para alcançar a riqueza. Os ricos sabem poupar sua renda, a fim de manterem todo seu patrimônio. Mesmo se você tiver um orçamento justo, vale o esforço para economizar parte da sua renda. Não se esqueça que o dinheiro é um meio e não fim, sempre deve haver uma finalidade.

Guardar seu dinheiro significa não gastar, mas também fazer seu dinheiro render colocando em investimentos adequados a seu perfil, por exemplo. Se você deseja ser rico faça seu dinheiro trabalhar para você. Construir sua riqueza leva tempo, não acontece do dia para noite. Quanto antes você mudar seus hábitos, mais cedo você começa a caminhar rumo a riqueza.

* Por InfoMoney

quinta-feira, 30 de março de 2017

Uma empresa pode deixar de contratar alguém com nome negativado?

Dois aspectos interessantes abordados pela advogada Verônica Filipini Neves:
  1. É considerada discriminatória a negativa de emprego a pessoas que tenham restrições ao crédito
  1. Um fator importante que reforça essa proibição, foi a revogação, em 2010, de um dispositivo da CLT, que previa como motivo para justa causa dos bancários a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis.
Segundo ela, em conclusão, deve o empregador se abster de utilizar como critério de seleção o fato discriminar candidatos com restrição ao crédito sob pena de, em sendo provado judicial, vir a sofrer condenação a indenização por danos morais.
Em tempos de escassez de empregos, tem sido questionada a validade de critérios de seleção de candidatos baseados na negativação deles em cadastros restritivos ao crédito (SCPC, SERASA).Esta prática seria discriminatória? A resposta é: sim. É DISCRIMINATÓRIA.
E esta discriminação é legítima? Isto é, trata-se de discriminação válida, uma vez que a legislação alberga algumas, como, por exemplo, a não contratação de crianças e adolescentes para funções insalubres, trabalho noturno etc? Entendemos que este não é o caso.
Neste contexto, passa-se à segunda parte da análise que envolve, de um lado, o exercício do poder diretivo pelo empregador e, de outro, a dignidade do trabalhador.
É preciso avaliar até que ponto o empregador – ou, no caso, potencial empregador – pode investigar a vida pessoal do pretendente à vaga de emprego, muito embora muitos aspectos particulares estejam cada vez mais flexíveis, em razão da facilidade de obtenção de informações pela internet, bem como em razão da auto-exposição das pessoas nas redes sociais.
Apesar da ressalva acima, ou seja, dos limites tênues da privacidade das pessoas, esta questão está inserida no contexto das proibições de práticas discriminatórias e limitativas para efeito de acesso à relação de trabalho. Entre elas, também estão incluídos orientação sexual, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, garantidas pela Constituição Federal e por leis específicas, como é o caso da Lei 9.029/95.
De modo geral, a prática é vedada pela doutrina e jurisprudência, embora haja entendimentos no sentido de que a inadimplência é descumprimento de ordem obrigacional e moral e, portanto, a pesquisa a bancos de dados de restrição ao crédito pode ser um critério adotado pela empresa para não contratar o empregado nestas condições, especialmente para o exercício de algumas funções, como as ligadas ao financeiro da empresa, aos caixas, aos bancários e aos vigilantes e trabalhadores em transporte de valores.
Existem decisões dos Tribunais, inclusive da mais alta corte trabalhista – o Tribunal Superior do Trabalho – , que admitem a validade da pesquisa. Isso porque “não se pode retirar do empresário o direito de separar e escolher para o seu serviço, dentre os candidatos que se apresentam, aqueles que são portadores das qualificações técnicas necessárias e cuja conduta pessoal não se desvia da normalidade”.
Segundo este entendimento, se a Administração Pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não haveria como vedar ao particular, no caso o empregador, o acesso a cadastros públicos como mecanismo de seleção de candidatos às vagas de emprego, mesmo porque todos estes cadastros detêm natureza pública, de acesso irrestrito a qualquer interessado.
Entretanto, o entendimento majoritário dos Tribunais é no sentido de considerar ilegal a restrição ao emprego, mesmo para funções relacionadas com financeiro. Há, inclusive, um precedente, de 2012, do Tribunal Superior do Trabalho que julgou discriminatória a exigência de pesquisa aos cadastros restritivos (como é o caso de SCPC/SERASA) para terceirizados de vigilância e transporte de valores do BACEN.
Aliás, outro fator importante para reforçar a proibição, foi a revogação, em 2010, de um dispositivo da CLT, que previa como motivo para justa causa dos bancários a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis.
Portanto, em conclusão, deve o empregador se abster de utilizar como critério de seleção o fato discriminar candidatos com restrição ao crédito sob pena de, em sendo provado judicial, vir a sofrer condenação a indenização por danos morais.
*Verônica Filipini Neves é sócia do escritório Ferreira de Mello, Neves e Vaccari, Advogados Associados

quarta-feira, 29 de março de 2017

5 dicas de especialista do Itaú para passar 2017 no azul

A virada do ano, com remunerações extras e novas perspectivas, é o momento ideal para repensar a organização financeira e traçar um plano de economias.

A Superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú e responsável pelo programa de Educação Financeira do banco, Denise Hills, preparou uma espécie de roteiro com oito dicas para ajudar quem quer passar todo o ano de 2017 no azul. Confira:

1.    Planos
O primeiro passo é listar os objetivos de consumo para 2017. “Comprar um carro, fazer uma viagem, iniciar um novo curso, comprar algo que tanto sonha? Depois de pensar nos objetivos, priorize-os e avalie o quanto será necessário para colocar seus planos em prática”, escreve a especialista.

2.    Cálculos
Descubra o valor do seu objetivo para o final do ano e calcule exatamente quanto precisará poupar mensalmente para alcança-lo. Caso não caiba essa economia no seu orçamento atual, há dois caminhos: reduzir gastos ou aumentar ganhos.

3.    Redução
Caso opte pelo primeiro trajeto, comece o planejamento listando seus gastos e dividindo-os em despesas necessárias e desnecessárias. A segunda categoria deverá ser cortada ou reduzida. “Compre apenas o que for indispensável, pesquise preços, negocie descontos com à vista e prefira marcas a melhor relação entre custo e benefício”, diz Denise.

4.    Renda extra
Ter uma renda extra começa com a descoberta do que você sabe fazer de melhor: caso saiba fazer doces, costurar ou possa ensinar alguma habilidade, por exemplo, use o tempo fora do seu emprego principal para colocar isso em prática.

5.    Dívidas
Denise sugere que endividados usem o décimo terceiro para quitar dívidas ou pagar o máximo possível do valor. Havendo mais de uma, priorize aquelas com taxas de juros mais altas, como cheque especial e cartão de crédito.

* Por InfoMoney

terça-feira, 28 de março de 2017

Quais são as suas desculpas pela derrota?

Você já observou que a cada derrota as pessoas costumam jogar a culpa em outras pessoas ou situações? Um atleta, por exemplo, culpa a falta de tempo de preparação, o foi o vento que foi contrário na hora da prova, ou o colega que não se colocou na posição correta para dar andamento a jogada, ou ainda a dorzinha que não foi sarada em tempo. A culpa nunca é ou foi sua…
No dia-a-dia de trabalho também encontramos profissionais assim.
“O relatório não ficou pronto porque o colega da outra área não passou as informações”. “Cheguei atrasado à reunião porque o trânsito estava horrível justamente na hora em que estava indo para o local”. “Não pude ir para o trabalho na segunda-feira porque alguém ficou doente”. Tem até aquelas pessoas que são mais drásticas: “matam” ou “enterram” algum parente, daí vem com a desculpa: “não pude comparecer ao trabalho na segunda porque a tia-avó faleceu” ou “tive que ir ao enterro da minha bisavó”.
Pode parecer que desculpas assim “livram a cara”, mas não. elas só servem para estragar a imagem profissional da pessoa que age assim.
Com certeza assumir um erro, qualquer que seja ou qualquer que seja o estrago que ele venha trazer, é uma atitude nobre e que só enaltece a pessoa que assume a responsabilidade.
Que tal mudar as desculpas?

Por Equipe Dicas Profissionais

segunda-feira, 27 de março de 2017

Cortar estes 7 hábitos ruins do dia a dia vai melhorar suas finanças

Especialistas dão dicas de como cortar gastos extras do dia-a-dia e economizar muito



A forma como você administra seu dinheiro afeta sua vida financeira e hábitos rotineiros podem atrapalhar o controle das suas contas. Costumes diários podem custar muito mais do que você imagina e é possível cortar alguns deles sem muito esoforço. A mudança desses hábitos devem direcionar suas finanças para um novo rumo, segundo o site Business Insider.
A consultora financeira Libby Kane conversou com outros especialistas em finanças da LearnVest e elencou 7 hábitos financeiros ruins que muitos cometem no dia-a-dia que podem ser eliminados fazendo o dinheiro render muito mais.


1.    Almoçar fora e comprar um café a tarde... todos os dias
Se você trabalha na cidade, almoçar em vários lugares diferentes pode ser irresistível – e problemático caso esse hábito comece a absorver o dinheiro que você poderia usar para outra finalidade.

"Não há nada de errado com a compra do almoço ou lanche ocasional no caminho para casa", diz Stephany Kirkpatrick, diretora de Planejamento Financeiro na LearnVest. "Mas quando se quer alcançar objetivos financeiros, esta é uma das áreas mais fáceis de cortar sem sacrificar sua qualidade de vida."

2.    Pagar mais caro em contas mensais – sem necessidade
Administrar o dinheiro de forma a conseguir pagar suas contas é um bom hábito, mas pagar mais do que deveria - sem precisar -, não.

Casos como a tv a cabo, que você paga por vários canais e não assiste nem metade deles, podem ser evitados.

“Reduzir suas contas mensais como a da tv a cabo é uma boa maneira de economizar dinheiro sem ter que sacrificar seu estilo de vida”, afirma Taylor.

3.    Não priorizar dívidas de juros altos
As dívidas não são iguais. Então, enquanto você paga mais de uma dívida por vez – seja de cartão de crédito ou aluguel ou carnês – uma estratégia produtiva é priorizar aquela que tiver juros mais altos.

Essencialmente, você deve classificar suas dívidas da maior taxa de juros para menor, a fim de direcionar seu esforço financeiro para acabar com a maior primeiro. Depois passe para a segunda, e assim por diante até ir, aos poucos, finalizando as dívidas com juros muito altos e que prejudicam sua vida financeira.

“Se concentrar em pagar uma dívida alta pode trazer uma flexibilidade de fluxo de caixa adicional ao longo do tempo", explica Taylor.

Não há nada de errado com o cartão de crédito se você fizer um uso responsável do mesmo, no entanto se você atrasar o pagamento ou gastar mais do que o devido, os juros serão altíssimos e se livrar deles leva tempo.

4.    Pagar viagens em alta temporada
É muito fácil reduzir os gastos viajando em baixa temporada. Claro que o trabalho pode impedir isso, mas se organize para não deixar de viajar e melhor ainda, pague mais barato.

"Você pode comparar locais diferentes, e avaliar os preços se souber qual o tipo de viagem você quer", diz Katie Brewer, especialista em finanças pessoais da LearnVest. Ela também recomenda a criação de um orçamento para a viagem, guardando um pouco de dinheiro mensalmente.

5.    Tirar dinheiro do salário para economizar apenas no fim do mês
Muitas pessoas têm o hábito de pagar as contas e obrigações antes de retirar um valor do salário para economizar. Segundo Kane, o que as pessoas se esquecem é que guardar dinheiro deve ser uma obrigação. Se isso não tiver prioridade, a chance de conseguir poupar é bem menor.

A especialista orienta que antes de qualquer coisa você tire uma quantia de dinheiro do salário a fim de economizar.

“Você não vai perder o dinheiro, e ainda pode ajustar seu orçamento para acomodar suas despesas durante o mês”, afirma Kane.

6. Gastar muito com entretenimento
Todo mundo já gastou um pouco a mais naquele livro irresistível para baixar no kindle ou naquela promoção imperdível da Amazon.

“Eu tenho vários clientes que gastam muito dinheiro em suporte digital – com livros digitais ou produtos da Amazon e que poderia ser poupado para outras coisas”, explica o consultor financeiro Brandie Farnham da LearnVest. Segundo ele, esses gastos mais baratos, se somados, podem ser direcionados para algo muito maior.

7.    Jantar fora constantemente
Muitas pessoas tendem a jantar fora como uma maneira de conversar com amigos que não veem em muito tempo - e mesmo aqueles que veem o tempo todo. Em vez disso, por que não encontrá-los apenas para uma bebida ou café?

Ou ainda melhor: em casa. "Se é realmente apenas para passar o tempo com seus amigos, pegue uma garrafa de vinho e hospede a turma para uma maratona de filmes", sugere Ellen Derrick da LearnVest. Assim é possível economizar mais ainda.

* Por InfoMoney

sexta-feira, 24 de março de 2017

Casal tem 13 filhos e nenhuma dívida; descubra como alcançaram a façanha

Alcançar a fase da vida financeira em que você consegue administrar suas finanças e se encontra sem nenhuma dívida é uma grande vitória. Mas quando se tem 13 filhos, essa façanha parece um pouco mais complicada. Não para Rob Fatzinger, morador de Maryland, que contou sua história para o site Business Insider.

Imagem: Bing

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Rob e sua esposa têm 49 e 46 anos, respectivamente, e juntos construíram uma família grande. O casal tem 13 filhos – e o mais surpreendente: nenhuma dívida. “Somos uma família com uma única receita e fazemos tudo funcionar, e o melhor é que estamos conseguindo lidar com as finanças, mesmo com todos os gastos”, afirma Rob.

Casados hé vinte e cinco anos, para administrar a família toda o casal optou por educar os filhos em casa com tutores particulares duas vezes por semana. Devido a isso, a educação das crianças sai mais barata.
Além disso, Rob conta que tirando a hipoteca da casa o casal nunca teve grandes dívidas. “Na fatura de cartão de crédito não temos nenhum tipo de empréstimo”, afirma.

O casal nunca lidou com muito dinheiro na conta, especialmente no inicio do casamento. “Nós nos casamos em 1989 e tivemos o primeiro filho em 1990. E nessa época o casal administrava uma livraria, trabalhavam juntos e toda renda vinha disso, além de alguns bicos como cortar grama, entre outras coisas.

Durante os anos 90, o lucro do casal passava de US$ 36 mil ao ano, cerca de R$ 9.500 ao mês. “É preciso dizer que não sobrava dinheiro para guardar algo na poupança”, explica Rob. No verão de 2000, o casal fechou a livraria (graças à Amazon e derivados). “Eu deveria ter entrado na onda da internet desde o início”, conclui o pai.

Assim, Rob entrou no ramo de softwares, e isso tem funcionado para o casal que trabalha agora com cerca de US$ 105 mil ao ano, ou R$ 29 mil ao mês. “No começo não rendia muito dinheiro, mas fomos tendo um aumento conforme o tempo foi passando”, diz Rob. Ele conta que a empresa que administra fornece grandes benefícios: convênio médico, seguro odontológico e oftalmológico, férias, entre outros.

Com a empresa, a renda é de US$ 105 mil ao ano o que, segundo Rob, é uma boa quantia, porém é preciso lembrar que o casal tem 11 filhos em casa (um é casado e vive na faculdade) e vivem no subúrbio de Washington, que não é exatamente uma área de baixo custo do país.

“Em 2005 finalmente tivemos um orçamento mais robusto e começou a sobrar uma quantia suficiente para investir na aposentadoria. “Antes desse momento nossas contas de aposentadoria eram tão pequenas, que as modelos pareciam gordas”, brinca Rob. “Ao fim do ano, conseguimos guardar cerca de US$ 35 mil hoje em dia, e todo verão faço trabalhos extras”, finaliza Rob.

As crianças começam a trabalhar cedo para auxiliar no orçamento da casa, aos 12 anos já começam fazendo coisas pequenas para ganhar dinheiro. “Educamos as crianças para que eles sejam bons poupadores e saibam da importância do dinheiro”, afirma Rob.

Finanças atuais

Salário: cerca de R$ 29 mil ao mês

Dívida: zero

Orçamento

Alimentos - US$ 15.120 ao ano (maior despesa mensal da família)

Necessidades básicas – US$ 465 ao mês

Médico – US$ 225 ao mês

Gasolina – US$ 150 ao mês

Entretenimento – US$ 200 ao mês

Fundo de emergência – US$ 6 mil

* Por InfoMoney

quinta-feira, 23 de março de 2017

De entregador de pizza a milionário: empreendedor conta seus segredos

Dan Henry começou a trabalhar com 16 anos como entregador de pizza, em Chicago. E durante os dois anos em que esteve no ramo, ele aproveitou para aprender tudo sobre como um negócio online funciona.

“Eu lia histórias de garotos que com 18 anos montaram um site e ganhavam muito dinheiro. Eu queria ser assim, eu decidi que seria esse garoto”, contou Dan ao site Business Insider. Para isso, pensou em um jeito inovador de começar a montar sua rede de contatos e aprender mais: criou o hábito de telefonar para pessoas bem-sucedidas e as convidar para um almoço.


"Eu decidi procurar pessoas que estavam fazendo seus negócios darem muito certo, não os famosos, mas pessoas que eu poderia cruzar e falar pessoalmente", disse ele. "Eu guardei um dinheiro da entrega da pizza, oferecia um almoço e tirava várias dúvidas. Eu só estava tentando ouvir um monte de gente, conectar pontos, e enxergar padrões", afirma Dan.
Ele marcava cerca de um ou dois almoços por mês e foi capaz de identificar pontos comuns que ajudaram a criar o seu próprio negócio. Um pouco mais de um ano após o lançamento de seu primeiro empreendimento, um blog de "e-cigarro", ele estava ganhando US$ 30.000 por mês na época, o equivalente hoje a cerca de R$ 99.000.

Quando seu lucro começou a diminuir, ele reviveu dois bares locais através de anúncios do Facebook. Hoje, tendo lucros anuais de seis dígitos, ele voltou sua atenção para ajudar os outros alcançarem seu próprio sucesso empresarial através de coaching privado e cursos.

"Outra coisa que eu aprendi, especialmente para empresários on-line, é que você tem que romper essa desconexão impessoal. Não é um grande desafio quando o negócio acontece pessoalmente, mas quando você está online, é necessário tornar a negociação mais pessoal”, finaliza Dan.

* Por InfoMoney

quarta-feira, 22 de março de 2017

Como um brasileiro inexperiente conseguiu emprego em Wall Street

O estudante Matheus Simões conta como seu colega Tiago Saito conseguiu um emprego em Wall Street logo depois de fazer MBA nos Estados Unidos

Conseguir um emprego em Wall Street é tão difícil quanto escalar o Everest. Conseguir um emprego em Wall Street sendo um brasileiro sem background no mercado financeiro é como escalar o Everest de olhos vendados e pés descalços.
Foi essa escalada e chegada ao cume que eu tive a honra de presenciar como colega do Tiago em Cornell. Sem querer, ele me ensinou muito sobre sucesso e sobre o diferencial do brasileiro: a capacidade de usar as adversidades como combustível.
Já nas primeiras semanas do MBA, enquanto os alunos estavam conhecendo os novos colegas, fazendo novas amizades e explorando a cidade, Tiago estava quase tendo um surto psicótico. Sempre com o semblante preocupado, em todas as conversas falava que estava em dívida com as suas obrigações acadêmicas e o quanto o sonho dele de conseguir um emprego em Wall Street seria difícil. Ele se preocupava mais, estudava mais e dormia menos que todos os outros.
Eu, no meu paraíso de confiança, achava que ele estava pegando pesado demais. Dizia para ele que esse grau de preocupação não era saudável. Minhas palavras entravam por um ouvido e saíam pelo outro. Tiago passava os finais de semana estudando contabilidade, pesquisando sobre o mercado financeiro, afogado em números.
Quando começou a temporada de recrutamento, Tiago dirigia 4 horas até NY todo final de semana para conversar com os recrutadores dos bancos. Na viagem, ia espremido em um carro alugado com outros colegas. Ao invés de ouvirem música, os quatro iam se fazendo perguntas sobre os bancos e sobre finanças. Em NY, dormiam na mesma cama para economizar.
Depois de 4 meses sem final de semana, sem descanso e sem sorrisos, Tiago venceu. Recebeu uma oferta de um dos maiores bancos do mundo. Na sua paranoia realista, simplesmente saber da dificuldade de alcançar seu sonho fez com que ele se preparasse mais do que qualquer um. Foi por isso que ele venceu.
Durante esses 4 meses, além de aluno de Cornell, Tiago foi meu professor. Me ensinou o valor da dedicação, o valor do trabalho, o diferencial do brasileiro. O poder de usar as adversidades como combustível. O Brasil é feito de Tiagos. De pessoas que aceitam que o mundo não é um lugar justo e usam isso como motivação para trabalhar, estudar e suar mais do que todos os outros.
Espero que história do Tiago te ajude a conquistar os seus próprios objetivos; a lembrar que nenhum problema, obstáculo ou dificuldade é mais forte que a perseverança, a dedicação e o trabalho duro. É por isso que, para mim, o melhor do Brasil são os Tiagos. #sejamaistiago
Matheus Simões Pires é empreendedor em Design de Produto pela UFRGS, aluno no MBA da Cornell University. Com 21 anos fundou a Mutta Shoes, empresa de calçados masculinos focada no mercado exterior. Matheus é palestrante, maratonista, músico e apaixonado por desenvolvimento pessoal e excelência profissional. Acompanhe seu Instagram.
Seu amigo Tiago Saito disponibilizou seu e-mail para jovens que têm o sonho de, como ele, conseguir um emprego em Wall Street. Entre em contato com o Tiago aqui.
*Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar

terça-feira, 21 de março de 2017

Para fundador do Insper, mercado financeiro exige este perfil

Claudio Haddad descreve um mercado cada vez mais analítico e garante: é importante ter garra, ética e sangue frio para se dar bem na carreira

Claudio Haddad fundou a faculdade Ibmec, hoje Insper, em São Paulo – instituição conhecida pela vocação em formar jovens para o mercado financeiro. Hoje presidente do conselho, ele tem experiência dos dois lados do balcão.
Formado em Engenharia Mecânica e Industrial pelo Instituto Militar de Engenharia, é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e deu aulas de pós-graduação na Fundação Getulio Vargas (FGV-SP) por uma década. Além disso, nos anos 1980, passou pela direção do Banco Central do Brasil e pelo Banco Garantia, onde foi sócio e diretor superintendente, além de ter integrado diversos conselhos dentro e fora do Brasil.
 Em uma conversa com o Na Prática, ele elaborou sobre o perfil ideal de um jovem talento do mercado financeiro atual. “A pessoa tem que ter garra, disciplina, ética”, fala. “E não pode se deixar levar muito pelas emoções. Alguns investidores vendem quando cai e compram quando sobe quando deveria ser o contrário.”
Isso vale especialmente para os profissionais de trading, que trocam ações diariamente. É importante, continua Haddad, manter o sangue frio e investigar a situação com calma e de maneira analítica – o que os outros dizem e o ânimo do mercado nem sempre são bons indicadores.
Apesar de enxergar um mercado financeiro cada vez mais analítico e qualitativo – o que dificulta, mas não impossibilita que pessoas de outras formações encontrem sucesso nesse tipo de carreira –, ele destaca a importância das habilidades interpessoais.
“Para fazer transações de M&A [fusões e aquisições], ele precisa entender as motivações para vender ou comprar, lidar com idiossincrasias e aparar as arestas para que as coisas aconteçam ajudando seu cliente”, exemplifica.
Ele garante que seus conselhos podem ir além do pregão e dos grandes bancos. “São características que valem para várias outras atividades, não só para o mercado financeiro.”
Confira o bate-papo completo do Na Prática com Claudio Haddad.

* Este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar

segunda-feira, 20 de março de 2017

Nova técnica de meditação aumenta a produtividade no trabalho

Empresas começam a estimular a prática do mindfulness, que pode ser descrito como um estado de atenção plena

Você está trabalhando pesado em um projeto importante e com prazo de entrega apertado. Mas, provavelmente, faz e pensa em várias coisas ao mesmo tempo. Tem um olho na tela do micro, outro no celular, os ouvidos atentos ao chefe e às pessoas ao redor. Mensagens de WhatsApp, profissionais e particulares, pipocam a todo instante, se misturando aos alertas do Messenger, Outlook, Instagram, Snapchat e notícias de um site aberto no seu navegador. Tem também os aniversários no Facebook. Você se lembra que combinou de almoçar com um amigo que não vê há meses, e depois tem que pegar o carro na oficina e pagar uma conta. Mas espere aí: o que você estava fazendo mesmo?
Sim, você continua trabalhando naquele projeto, mas a sua atenção não está totalmente dedicada a ele. Sua mente se dispersou com outros estímulos, pensamentos e preocupações. A isso os especialistas chamam operar no “piloto automático”. Significa que a atenção não está totalmente voltada para o que está acontecendo no presente e no que está perto de você, mas vagando em outras direções. Pesquisas mostram que operamos nesse piloto automático quase 50% do tempo, ou seja, durante metade de nossas vidas não damos atenção àquilo que estamos fazendo ou vivenciando. E, quando a mente vagueia, abrimos as portas para o estresse, a ansiedade e a depressão, além de correr mais riscos de sofrer acidentes e perder produtividade.
Foco, foco, foco
Um número crescente de executivos e companhias estão usando uma nova técnica para evitar situações como as descritas acima: o mindfulness. O mindfulness poderia ser descrito como um estado mental de consciência e atenção plena, no momento presente e no que está acontecendo. Uma atenção à experiência presente, mas sem julgá-la, criticá-la ou reagir a ela. “É uma ferramenta que, com base em práticas e cultivo da atenção, ajuda a controlar o estresse, a ansiedade e até a depressão. O mindfulness não é meditação, mas usa algumas técnicas de meditação, e você pode aplicá-las no trabalho e na vida pessoal”, esclarece Marcelo Demarzo, coordenador do Centro Mente Aberta, da UNIFESP.
Ao praticar o mindfulness, o indivíduo experimenta um estado de concentração em si mesmo e nas experiências, atividades e sensações do presente, sem pensar no passado ou no futuro. É a chamada “atenção plena” ou “consciência plena”.
Entre os adeptos estão gigantes como a rede social LinkedIn, o Twitter, o Facebook, a empresa de tecnologia Intel e incontáveis startups do Vale do Silício. A prática chegou também a companhias como a gestora de fundos BlackRock, o banco Goldman Sachs, a varejista Target e a empresa de alimentos General Mills. O Google gosta tanto da técnica que criou um programa todo destinado a ela, o Search Inside Yourself (busque dentro de você mesmo, em inglês). Inspirado na sede americana, a filial da empresa em São Paulo também tem grupos de mindfulness, e funcionários se isolam em uma sala antes do almoço para passar 20 minutos tentando tranquilizar a mente e aumentar o foco.
A técnica se popularizou nas grandes empresas como um meio de aliviar o estresse, melhorar a concentração, a atenção e a capacidade mental e, é claro, a produtividade. Para isso, a pessoa se concentra, durante um período, na própria respiração, nos batimentos cardíacos ou em partes do corpo. “Durante o exercício, o cérebro é treinado para focar a atenção em uma coisa só e no presente, sem julgar ou reagir. Por isso a técnica, além de aumentar a concentração e a eficiência, estimula a empatia e melhora os relacionamentos, pois torna as pessoas mais receptivas e menos reativas”, afirma o psicólogo Marcelo Oliveira, um dos fundadores do Centro Paulista de Mindfulness.
A empresa de tecnologia IBM é uma das que utilizam o mindfulness no dia a dia, com workshops para explicar o que é a técnica, sessões semanais de meia hora cada e também organiza programas de oito semanas, há um ano e meio. “Temos pessoas treinadas e capacitadas para aplicar essas atividades nas filiais da IBM. Desde que começamos, 96 funcionários já passaram pelo treinamento de oito semanas” conta Natasha Bontempi, facilitadora de treinamento e instrutora de mindfulness da IBM.
Entre as melhorias na qualidade de vida dos praticantes estão o aumento da criatividade, da memória e da rapidez em obter respostas para problemas complexos. “Na IBM, no início houve até uma certa resistência, o que é normal, porque as pessoas tendem a associar com religião, espiritualidade ou esoterismo, mas depois elas veem que não é nada disso”, conta Natasha. Segundo ela, o mindfulness aumenta as conexões entre os neurônios e promove o autoconhecimento e a empatia. “Notamos melhorias nos relacionamentos profissionais e pessoais e houve até benefícios em casos de doenças crônicas”, afirma.
Luiz Guilherme Ferreira, executivo de impostos da IBM, lidera uma equipe de mais de 20 pessoas, já praticou meditação e usa as técnicas de mindfulness há mais de seis meses. “Os benefícios vêm rápido: mais concentração, organização e redução do estresse no trabalho. Depois de uma reunião tensa, por exemplo, normalmente as pessoas ficam pensando na reunião, revivendo sentimentos negativos por horas. Já o praticante de mindfulness aprende a controlar os pensamentos e as emoções e não fica revivendo o que já passou. Ele se concentra no presente.”
Na Austrália, por exemplo, a operadora de telecom Virgin apoia desde 2016 a Smiling Mind, uma organização voltada para a difusão do mindfulness. A proposta da Smiling Mind é repensar o papel que os smartphones têm em nossas vidas e incentivar a prática de meditação no ambiente de trabalho e nas escolas. A ONG afirma já ter treinado a técnica em mais de 200 empresas, impactando a vida de 20.000 pessoas — além de ter capacitado 18.000 professores. Smiling Mind também possui um app que ajuda a reduzir o estresse e aumenta a sensação de bem-estar.
O modo como a prática é implantada na organização faz toda a diferença, e conquistar primeiro as lideranças é fundamental. Na 3M, que utiliza as técnicas de mindfulness desde 2014, os líderes foram os primeiros a serem treinados, “compraram” a ideia e funcionaram como multiplicadores. “Começamos com o programa de oito semanas para as lideranças, e mais de 250 deles concluíram. Depois aplicamos um módulo de quatro horas, do qual já participaram 400 pessoas, e por fim implantamos um de duas horas, com diferentes temas, exercícios e finalidades”, conta Cristiane Lo Ré, business partner de RH da 3M, que acrescenta: “como ainda é uma prática nova no Brasil e diferente de qualquer outro treinamento, as pessoas podem estranhar um pouco no início. Na 3M, o nosso presidente e as lideranças se envolveram, e não obrigamos ninguém a ir, apenas convidamos a todos para ao menos experimentar. E tivemos uma aprovação de cerca de 85%”.
Do Oriente para o Ocidente
Pode-se dizer que o mindfulness é uma técnica que usa exercícios de meditação e de tradição asiática adaptados para o Ocidente. Ficar quieto e prestar atenção em você mesmo e ao seu mundo interno é uma das principais regras das escrituras sagradas indianas e das tradições milenares chinesas, que pregam o olhar para dentro e o foco no presente, deixando o passado para trás e não criando expectativas em relação ao futuro.
Nos anos 70, Jon Kabat-Zinn, na época um estudante do MIT assistiu a uma palestra de um mestre zen e começou a meditar, o que mudou sua vida. Em 1979, depois de um retiro, ele e mais dois colegas abriram uma clínica experimental onde ensinavam técnicas de meditação budistas para pacientes com dores crônicas e estresse, com ótimos resultados. O programa, estruturado em oito semanas, foi incorporado pela Faculdade de Medicina da Universidade e batizado de Redução do Stress Baseada em Mindfulness. Zinn está hoje com 72 anos, ainda dá aulas em Massachusetts, já publicou inúmeros livros e seu método é seguido por mais de 700 clínicas e centros médicos em todo o mundo.
Presentes em diversas tradições culturais, religiosas e filosóficas, as técnicas de mindfulness, bem como outras práticas meditativas, têm sido cada vez mais incorporadas na prática clínica contemporânea, especialmente na psicologia e na medicina. O mindfulness, hoje, já é empregado em alguns países para tratamento de depressão, ansiedade e dependência de drogas, com resultados positivos. Como a prática estimula o autoconhecimento, o controle e equilíbrio emocional, ela acaba ajudando no tratamento dos males que têm o estresse como raiz causadora.
O exercício da mente
Graças a experimentos com equipamentos que monitoram o cérebro, a meditação já não é mais vista pela maioria dos ocidentais como algo puramente espiritual ou “esotérico”. A ciência já demonstrou que a prática altera efetivamente o funcionamento do organismo. O neurocientista americano Richard Davidson, referência mundial na área e pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison, colocou monges tibetanos em máquinas de ressonância magnética e provou que o córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo raciocínio, atenção e controle das emoções, era mais ativa nos monges.
Estudos recentes mostram que a meditação funciona como uma espécie de “musculação mental”, turbinando capacidades como foco, criatividade, concentração e rapidez para tomar decisões, habilidades muito valorizadas no mundo corporativo. Como a meditação ensina e desenvolve a capacidade de se concentrar, isso favorece a criatividade e a tomada de decisões, já que a pessoa presta mais atenção ao que está fazendo e vai fundo na tarefa, abandonando o tal do “piloto automático”, que é trabalhar de maneira mecânica, sem se concentrar no que está fazendo.
O gerente de manufatura da 3M José Cristiano Campagnoli participou do primeiro treinamento de mindfulness da empresa, em 2014, e hoje faz cinco minutos de exercícios diariamente, antes do trabalho. “Além de melhorar a criatividade, a concentração e o foco, passei a prestar mais atenção nos outros e ouvir as opiniões sem julgar de forma precipitada. Isso te torna mais responsivo do que reativo e faz tomar melhores decisões, inclusive na vida pessoal.”
Segundo Marcelo Demarzo, da Unifesp, os exercícios também favorecem uma abertura maior para novas ideias e pontos de vista”. Mas, e o tão propagado e requisitado profissional “multitarefa”, que faz várias coisas ao mesmo tempo? Parece que as empresas estão percebendo que quem tenta fazer muita coisa ao mesmo tempo, acaba não fazendo nada direito. “Isso gera estresse, ansiedade e perda de energia e eficiência, porque o funcionário nunca está verdadeiramente concentrado no que está fazendo. Está pensando em tudo, mas não consegue realizar nada”, explica.
Cristiane, da 3M, aponta que o mindfulness pode ajudar muito a lidar com as inúmeras demandas e estímulos do mundo corporativo: “as multitarefas vão continuar porque as empresas precisam de resultados. A questão é como cada um reage e lida com isso, e é aí que o mindfulness faz toda diferença”. A prática dá ao indivíduo mais controle sobre si mesmo, por isso desenvolve a capacidade realizar uma atividade sem dispersão — algo ainda mais importante nessa era com as distrações do Facebook, Instagram, Snapchat e dos grupos de WhatsApp.
Experimente
Se você quiser experimentar um pouco da prática em casa ou no seu dia-a-dia, siga os passos abaixo:
Em casa
1 – Escolha um lugar confortável, tranquilo e silencioso, onde não possa ser interrompido. Desligue os telefones e use protetores auriculares.
2 – Acomode-se, feche os olhos e comece a respirar devagar e profundamente. Procure mover o abdômen, e não o peito. Observe os movimentos e concentre sua atenção na sensação do ar entrando e saindo.
3 – Observe os pensamentos que vêm à sua mente, mas não tente alterá-los.
4 – Volte a atenção para o seu corpo. Lentamente, observe a postura, o contato com a superfície, a sensação dos pés no chão, a textura das roupas.
5 – Começando pelos pés, faça um “escaneamento” corporal, percorrendo cada parte do seu corpo pausadamente, focando a atenção nas sensações que encontra. Não julgue nem tente mudar nada, apenas perceba.
Ao andar
Ao caminhar, preste atenção na gravidade agindo sobre o seu corpo, a pressão na sola dos pés, o balanço dos braços. Se algum pensamento o distrair, do tipo: “lembrar de abastecer o carro hoje à noite”, descarte-o e retorne a atenção para o seu corpo.
Ao comer
Ao comer, preste atenção ao aroma de cada alimento. Leve as garfadas à boca lentamente e sinta a textura da comida, a temperatura, a sua salivação, o esforço ao mastigar e as sensações ao engolir.

sexta-feira, 17 de março de 2017

4 dicas sobre finanças que você deve seguir em 2017

Em meio à crise que atingiu todo o país, o ano de 2016. Winnie Sun é diretora do grupo Sun Wealth Partners, uma empresa de consultoria financeira, e elencou 4 dicas sobre dinheiro que podem ajudar você a ter um ano financeiramente melhor em 2017, de acordo com o site Inc.com. Confira:

1.    Mude sua mentalidade sobre guardar dinheiro
Poupar dinheiro é uma forma de investir em si mesmo. Quando se tem um dinheiro guardado você pode iniciar seu próprio empreendimento, pode direcioná-lo para realizar um sonho, pode usá-lo se precisar pagar algo que não estava no orçamento ou ainda se alguma emergência aparecer. E só você pode fazer isso acontecer. A segurança financeira é essencial na sua vida.

Você precisa entender que poupar é crucial para alcançar seus objetivos, lembrando que o dinheiro é sempre um meio e não um fim. Você pode investir o dinheiro parado que você pretende não usar e fazer mais dinheiro, por exemplo. Guardar uma quantia por mês deve virar uma regra da sua vida financeira.

2.    Invista, mas encontre o perfil adequado para você
Investir é a melhor forma de fazer seu dinheiro render mais. Mas você deve sempre escolher onde colocar seu dinheiro de acordo com o seu perfil. Pesquise bem antes de apliacr seu dinheiro em algum investimento de baixo retorno, ou que não valha a pena, além escolher as melhores taxas depois de comparar corretoras e bancos. Opte por um investimento que faça sentido de acordo com sua quantia e o tempo que pretende deixar investido. Se você já investe mantenha um monitoramento dos resultados do seu investimento e se ainda não aplica seu dinheiro, a virada do ano pode ser uma oportunidade para começar.

3.    Controle o que estiver ao seu alcance
Mesmo Warren Buffett, um dos investidores mais respeitados do mundo falha com seu portfólio de vez em quando, ou seja, você também pode errar eventualmente. Isso não deve impedi-lo de investir. A maior dica de Sun é configurar seus investimentos a fim de sempre ter uma quantia em mãos para algum tipo de imprevisto que surgir. Segundo ela, o ideal é pensar no longo prazo e se algo der errado tente consertar sem entrar em desespero, nem tudo está ao seu alcance.

4.    Não fique parado
Tudo depende de você, não fique parado esperando que um dinheiro extra caia nas suas mãos do dia para a noite. Se organize, monte um orçamento e faça um planejamento das suas finanças. Se ocupe com tarefas que ajudem você a trabalhar melhor com o dinheiro e investimentos, a fim de ganhar mais em 2017.

* Por InfoMoney

quinta-feira, 16 de março de 2017

As doenças mais comuns no mundo corporativo (e seus sintomas)

Estudo da Advance Medical no Brasil foi feito com mais de 180 mil profissionais de grandes empresas como Google, Renault e Suzano Papel e Celulose

São Paulo – “Temos uma epidemia de dor nas costas”, diz o CEO da Advance Medical no Brasil, Caio Soares.
Estudo realizado pela consultoria especializada em gestão de saúde com mais 180 mil profissionais de empresas nacionais e multinacionais que atuam por aqui mostra que a ortopedia é a especialidade que mais consome recursos com saúde das empresas.
A alta incidência de dores nas costas e problemas na coluna faz com que os gastos com ortopedia sejam até maiores do que em tratamentos dos cânceres mais frequentes. Grandes companhias como Google, Renault, Hospital Sírio-libanês, Suzano Papel & Celulose estão entre as empresas pesquisadas pela Advance Medical.
O levantamento indica as doenças, problemas de saúde e sintomas mais comuns entre os profissionais pesquisados:
EspecialidadePrevalênciaDoenças, sintomas e procedimentos
Ortopedia18%Dor nas costas, cirurgia de coluna cervical e lombar, dor no joelho
Oncologia15%Tumores de mama, próstata e pulmão
Endocrinologia12%Doenças da tireoide, da glândula supra renal e técnicas para emagrecimento
Neurologia11%Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, síndromes neurológicas raras
Reumatologia7%Lúpus eritomatoso sistêmico, gota, esclerose lateral amiotrófica
Hematologia5%Anemias e linfomas
Gastroenterologia5%Colites, tumores intestinais, sangramentos digestivos
Urologia4%Doenças da próstata, distúrbios de ereção, doenças do testículo
Doenças infecciosas4%Pneumonias, zika, dengue
Oftalmologia3%Catarata, cirurgias refrativas, descolamento de retina
Ginecologia3%Miomas, endometrioses, infecções
Cardiologia3%Insuficiência cardíaca, dores no peito, colocação de stents
Demais especialidades10%
Sobre as dores na coluna, Soares atribui maior parcela de responsabilidade aos profissionais do à falta de investimento em ergonomia. “As pessoas não têm o hábito de  se sentar com a coluna ereta. Se tivessem boa postura poderiam se sentar até em bancos de madeira e não teriam problemas”, diz.
Falta de exercícios físicos agrava o problema já que a sustentação é dada pelos músculos do tronco. Além disso, Soares também aponta para o fato de que as pessoas muitas vezes queimam etapas. “ Sentem a dor, procuram o pronto socorro, fazem cirurgias e na verdade o procedimento invasivo deveria ser o último recurso”, diz.
Exercícios físicos, fisioterapia e outros tratamentos menos complexos são alternativas frequentemente preteridas. “Muitas vezes estamos tratando um problema relativamente simples com cirurgia”, explica. O fisioterapeuta Fernando Gonçalves indicou a EXAME.com alongamentos úteis para quem fica muito tempo trabalhando na mesma posição.
O CEO da Advance Medical usa uma metáfora para explicar porque os altos gastos com problemas ortopédicos poderiam ser evitados. “ É como se as pessoas estivessem contratando uma empresa de logística para retirar uma xícara de café da mesa e levar para a cozinha”, diz.
Tomar as rédeas da sua saúde é a principal recomendação do CEO da Advance Medical aos profisisonais. “A sua saúde é um ativo muito importante para ser terceirizado”, afirma.  Lembre-se de que seus hábitos de vida terão impacto direto na sua longevidade.
Além disso, a possibilidade de acompanhamento e o acesso a opinião médica especializada facilita a tomada de decisões acertadas, desde o diagnóstico correto ao tratamento mais adequado, de acordo com Soares. “Tenha um médico de confiança, um clínico que o conheça e o acompanhe”, recomenda.